quarta-feira, 23 de abril de 2014

Workshop de Do-In - Esposende

11-05-2014, das 15:00 - 19:00
Rua dos bombeiros, loja 3, 4740 Esposende
937 232 115
pakayoga@gmail.com

domingo, 24 de novembro de 2013

Workshop de Do-in - Porto


15-12-2013, das 9:00 - 13:00
Morada: Rua S. João Bosco, 349/357 Porto
Email: centrobudistadoporto@gmail.com

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Blog em mudança

Este blog terá muitas novidades em breve.

A maioria das páginas ainda não está actualizada!

Na medida do possível irei partilhar muita informação sobre o que tenho aprendido nos últimos anos.

Até já!

Projecto Educativo - O MUNDO SOMOS NÓS -

Um projecto de sonho, um sonho a realizar-se...



saiba mais em:

sábado, 26 de janeiro de 2013

Workshop de Beleza Natural


Sábado 9 de Fevereiro das 11.00 às 13.00

Temas a abordar:

- Cuidados Holísticos com a Pele
- Cosméticos de confiança
- Ingredientes químicos e sintéticos nos cosméticos
- Partilha de Receitas Caseiras para o Rosto
- Cuidados Naturais para o Corpo
- Cabelo Saudável
- Unhas
- Desodorizantes
- Dentríficos

Local: Quintal, Rua do Rosário 177 Porto

domingo, 14 de outubro de 2012

Workshop de Do-In


Próximas datas:
Quintal Bioshop - Porto | 27-10-2012, das 9 às 13 h
 Espaço Yogin - V.N. de Famalicão | 10-11-2012, das 10 às 13 h





domingo, 16 de setembro de 2012

PORTUGAL: A MULHER QUE LEVA DO MARIDO E CANTA O FADO



Costumo comparar Portugal a uma mulher que leva porrada do marido mas prefere estar com ele porque pelo menos ele dá-lhe pão e tecto. Ela faz-lhe o jantar e ele dá-lhe segurança. Essa mulher sempre se queixou a toda a gente que ele não lhe dá valor, que a deita a baixo e que só a quer sugar até ela não ter mais nada para dar, e toda a sua beleza, amor e poesia se tiver esgotado. E por isso, canta o fado. Canta o fado porque nada mais pode fazer, é o destino, pensa ela. Falta-lhe força, coragem de olhá-lo de frente e dizer: “Chega!  Prefiro estar só, debaixo da  ponte, do que contigo, meu falso amigo”.

 Pois ontem, 15 de Setembro, pareceu-me que essa mulher  se ergueu e sem desespero, sem medo, saiu para a rua. Na manifestação no Porto, ouvi gritos de revolta mas não vi desespero. Senti que as pessoas estavam de cara levantada a dizer “chega” e “fora daqui”. Algumas estavam lá por razões muito específicas, pessoais, porque estão a ficar com menos dinheiro no final do mês, mas outras manifestavam-se porque perceberam que tudo o que se está a passar vai muito para além do dinheiro. É um povo inteiro que se está a tentar vergar de novo perante a autoridade, a dominar pelo medo, a obrigar a ser mendigo. Aliás, Portugal é só o início. O plano continuará. Mas só se nós deixarmos.
Qual é o nosso potencial como povo e qual o potencial deste lugar à beira mar?
Será que essa mulher sabe o que significa deixar de ter a protecção do seu grande opressor? Será que os portugueses sabem que não podem ter a liberdade que sonham enquanto forem um povo que não se ama a si próprio e que se ilude com os presentes envenenados que o materialismo/capitalismo lhes oferece?

É que o F.M.I. é só a ponta do iceberg.  Não seria melhor ficarmos sós e independentes e semearmos o nosso pão? E o que significa isso? Pelo menos, garantidamente, significa que as pessoas terão que abdicar do estilo de vida que as trouxe até aqui, e ter uma vida mais simples. É que agora que nos chegou aos bolsos, queremos fazer algo, mas este sistema que vemos a dominar o mundo é o sistema da injustiça, da exploração, e para que uns tenham um LCD e um iphone outros são explorados nas minas de África do Sul e mortos apenas por se manifestarem como ontem nós aqui fizemos livremente. O problema é mundial e não pode ser resolvido por partes. Não podemos continuar a ter o estilo de vida que tivemos até aqui e querer ser independentes e não pagar as dívidas. Talvez tenhamos todos que ter vidas mais simples, mas ao mesmo tempo mais livres e ter tempo para educar os nossos filhos, para que não sejam programados na escola para serem operários de 1ª classe ou de classe económica.

 Estaremos nós à altura do desafio? Seremos capazes de escolher entre a ditadura disfarçada de democracia, que rouba a uns para dar a outros, que aterroriza e oprime povos em locais distantes para os salvar dos seus ditadores assumidos, mas que também nos dá bons carros e casas, conforto, viagens e muita comida (de lixo), e a liberdade e a independência  de estarmos sós, mas abertos ao mundo, à cooperação entre pessoas e a uma vida com menos necessidades?

É a escolha que temos de fazer. Não podemos ter tudo. Este sistema trouxe-nos o conforto e a segurança, mas deu miséria a muitos povos até hoje. Para além do rasto de destruição na Terra que continua a deixar.  Agora chegou a Portugal. Mas há muito tempo que isto acontece. Desde o início.

Ivone Apolinário

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Shiatsu com Alma




Este Natal ofereça um presente com Alma...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mistérios da Vida

Uma canção de sonho de uma das minhas cantoras favoritas, Beth Gibbons (Portishead).

terça-feira, 12 de maio de 2009

Mês da Doula : Maio



















Em Maio celebra-se internacionalmente o mês da Doula. Este ano, como forma de celebrar o acontecimento, vamos fazer uma corrente para ajudar a divulgar o trabalho destas mulheres.Entre também na corrente e ajude a reencaminhar esta informação que poderá fazer a diferença para tantas mães e futuras mães!

Uma doula é uma mulher que dá suporte físico, emocional e informativo a outras mulheres antes, durante e após o parto. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no seu guia "Assistência ao Parto Normal: um guia prático", uma doula é "(...) uma prestadora de serviços que recebeu formação básica sobre o parto e que está familiarizada com uma ampla variedade de procedimentos de assistência. Fornece apoio emocional, o qual consiste em elogios, reafirmação, medidas para aumentar o conforto materno, contacto físico (... ) explicações sobre o que está a acontecer durante o trabalho de parto e uma presença amiga constante." Leia mais aqui e aqui!


Porquê ter uma Doula?

Porque geralmente os partos com o apoio de uma doula são mais rápidos e menos complicados

Porque a doula ajuda a que a mulher sinta o parto como uma experiência positiva (e essa experiência terá repercurssões no futuro)Porque os pais que podem contar com o apoio de uma doula sentem-se mais confiantes e acarinhadosPorque a doula também ajuda os pais a adaptarem-se às exigencias desta nova etapa das suas vidas

Porque uma doula ajuda com a amamentação e quem conta com o seu apoio tem maiores probabilidades de vir a ter uma amamentação de sucesso

Porque as mulheres que contam com uma doula têm menos probabilidades de vir a sofrer depressões pós-parto

Porque a doula é uma pessoa com quem se pode contar 24 horas por dia para todo o tipo de dúvidas e desabafos

Porque no meio do "desconhecido" do parto a doula vai ser uma mão amiga que saberá tranquilizar a futura mãe e o seu companheiroPorque a doula além de ajudar a mãe, dará apoio ao acompanhante relativamente às formas que este poderá encontrar para ajudar e apoiar a futura mãe

Porque a doula tem conhecimentos suficientes e actualizados para explicar aos pais todas as alternativas ao seu dispor e ajudá-los a elaborar um plano de parto
Porque a doula recebeu formação e sabe o que a mulher precisa durante o parto, sabe aplicar técnicas no alívio da dor, conhece posições que facilitam o progresso do trabalho de parto

Porque com uma doula a futura mãe tem menos 50 % de probabilidades de precisar de uma cesariana e a duração do trabalho de parto reduz em média 25%. Tem 60% menos de probabilidades de necessitar uma epidural e menos 40% de hipóteses de vir a precisar de oxitocina sintética. Nos partos com doula, a necessidade de usar fórceps desce 40%, comparando com partos sem o seu apoio[1]

Porque até a própria Organização Mundial de Saúde[2] se refere de forma bastante favorável ao acompanhamento das doulas no trabalho de parto, referindo que a sua presença oferece "muitos benefícios, incluíndo partos mais rápidos, com menos medicação e uso de epidural, menos índices de apgar abaixo de 7 nos recém-nascidos e menos partos instrumentalizados"[3]

Porque a doula é alguém com quem se pode contar para ajudar depois do parto, mesmo com pequenos gestos como preparar uma refeição reconfortante para a mãe enquanto esta descansa com o seu bebé

Porque o apoio de uma doula durante a gravidez, parto e pós-parto, não custa mais do que 3 consultas com um médico particular e apesar disso envolve um acompanhamento muito próximo, exclusivo e constante

[1] segundo um estudo de 1993 por Kennel e Klaus, autores do livro "The Doula Book: How a trained Labour Companion Can Help You Have a Shorter, Easier and Healthier Birth"

[2] "Safe Motherhood, Care in Normal Birth: a Practical Guide", World Health Organization, Geneva - WHO/FRH/MSM/96.24

[3] ref. a Klaus et al 1986, Hodnett and Osborn 1989, Hemminki et al 1990, Hotmeyer et al 1991


Texto: Sofia Carvalho, Doula, Educadora Perinatal e Conselheira em Aleitamento Materno OMS/Unicef http://aquihabebe.blogspot.com/


Para saber mais:

http://www.doulasdeportugal.org/pt/home

http://www.doulas.com.br/

http://www.dona.org/

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Criatividade e Educação, por Ken Robinson

Clique aqui para ver os videos de Ken Robinson

Vale mesmo a pena!

Com muito bom humor, Ken Robinson fala à audiência sobre o modo como a grande máquina de produção de cérebros unifacetados procura atingir os seus objectivos, servindo-se dos sistemas de ensino de destruição massiva da criatividade inata em cada criança. Picasso disse que cada criança é um artista, mas manter esse artista, enquanto a criança cresce numa sociedade que valoriza exageradamente as ciências e as matemáticas em detrimento das artes, continua a ser lamentavelmente dificil.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Educação e Escola

Uma mãe pode sentir-se responsável pelo filho, sentir que ele faz parte do seu sangue e da sua carne, e consagrar portanto todo o cuidado e atenção a essa criança durante alguns anos. Este instinto maternal será responsabilidade? Talvez esta ligação especial aos filhos tenha sido herdada do primeiro animal. Existe na natureza, desde o mais frágil passarinho ao elefante majestoso. Perguntamos então - será este instinto responsabilidade? Se o fosse, os pais sentir-se-iam responsáveis por uma educação correcta e por um tipo de sociedade totalmente diferente. Fariam o possível para que não houvesse guerras, e para que neles próprios florescesse a bondade.

Somos responsáveis por toda a humanidade - que é cada um de vós e cada aluno. Tendes de começar por aí e abranger a terra inteira. Podeis ir muito longe, se partis de muito perto. (...)A natureza não é imaginária: é real, como é real o que vos está a acontecer. É pelo real que tendes de começar - pelo que está a acontecer agora - e o agora é sem tempo.

J. Krishnamurti, in Cartas às Escolas


E as nossas escolas? Para quê?Conheço um mundo de artifícios de psicologia e de didática para tomar a aprendizagem mais eficiente. Aprendizagem mais eficiente: mais sucesso na transformação do corpo infantil brincante no corpo adulto produtor. Mas para saber se vale a pena seria necessário que comparássemos os risos das crianças com os risos dos adultos, e comparássemos o sono das crianças com o sono dos adultos. Diz a psicanálise que o projeto inconsciente do ego, o impulso que vai empurrando a gente pela vida afora, essa infelicidade e insatisfação indefinível que nos faz lutar para ver se, depois, num momento do futuro, a gente volta a rir... sim, diz a psicanálise que este projeto inconsciente é a recuperação de uma experiência infantil de prazer. Redescobrir a vida como brinquedo. Já pensaram no que isso implicaria? É difícil. Afinal de contas as escolas são instituições dedicadas à destruição das crianças. Algumas, de forma brutal. Outras, de forma delicada.

Crónica de Rubem Alves